A minha prenda de Natal.
Controlando apenas a focagem, existem nesta máquina quatro posições pré-definidas: 1m,1,5m, 3m e o infinito. Com o flash existe ainda a possibilidade de o obturador funcionar em 1/40. Apesar de parecer uma máquina simples é caracterizada por ter lentes Zuiko (f2.8,40mm). Estamos perante uma câmara compacta 35mm de 1967 pensada para umas possíveis férias. A minha é preta… mas apresento uma branca….
Apesar de ser claro que a minha máquina precisa de uns vedantes novos, já fico mais animada por ter voltado a fotografar!! e bem! Afinal eram só as pilhas. Obrigada José Francisco!!!!
No passado sábado fui a Coimbra para um encontro de desenho no lindíssimo Jardim Botânico, onde desenhos, fotografias, amigos e piquenique deram origem a um dia muito bem passado. Com esta iniciativa e outras que vão nascendo aos poucos a cidade Coimbra vai aparecendo num mapa cultural mais diversificado e abrangente. Procuram-se novas ideias onde todos nós temos que ter um papel mais activo: a ” Cultural Provocateur”, como lemos no ponto 16 do livro “Damn Good Advice”.
fonte: fotografia de Sara Sampaio
Elegante ou não…. O requinte de algo sinuoso explora sempre uma imagem agradável… uma pessoa. Procura-se a diferença de uma fotografia, um desenho.. um pormenor. Um “papillon” ou laço toca neste tema com muita intensidade. Como um objecto tão simples consegue tamanha atenção? Um pormenor brilhante que torna o pescoço mais belo. A marcação de uma gravata, como em tempos li, aponta de uma forma directa para o sexo como se de uma seta se tratasse, uma marcação . Já o laço é mais criativo e foca-se naquele sitio mostrando o seu ar pomposo e alegre de uma forma simpática. Um pormenor insignificante???
Como referência na minha prateleira encontro uns cinco ou seis livros da colecção Cidades Obscuras. São verdadeiras viagens por mundos ou cidades do imaginário dos autores, descritas e desenhadas com tal precisão que uma possível imagem fotográfica vagueia ao longo da leitura pelo nosso inconsciente.
Boa leitura para uma quarta feira quente.
Nos dias que correm tornou-se um hábito e uma normalidade ir beber um copo de vinho com um amigo. Diversos espaços abriram na capital e por todo o país com preços atractivos e na maioria dos casos com boa qualidade. Quando chegamos a uma cidade como Roma os preços sobem para o dobro e trocamos um copo de vinho tinto por um copo de vinho verde. Foi uma surpresa para mim, saber que uma “romana” prefere um verde ao tinto. Um vinho mais forte e “encorpado” para o sexo masculino e um vinho mais suave e doce para o feminino, achando eu naquela perspectiva uma ideia algo machista e inadequada. Ao longo da viagem, fui entendo a razão para tal realidade! O vinho verde era delicioso e tinha um toque de aromas como as especiarias e ou frutos vermelhos. Já o tinto era bastante mais agressivo comparando com os que tinha experimentado por outras terras e especialmente pelas lusas. Procurando lembrar-me de alguns ensinamentos do Avô Raul, é do meu conhecimento que cada vinho é servido para um determinado tipo de refeição. Mas o que pretendo aqui marcar é a agressividade de tal vinho que faz recuar qualquer “donzela”. Não sendo nenhuma conhecedora e especialista desta bebida sou uma apreciadora nata e curiosa e portanto continuo a minha busca por mais informação desta nossa história e cultura que devido ao clima, temperaturas e técnica vai alternando-se… De qualquer forma, com vinho vermelho, verde, branco ou rosado é sempre um prazer estar em Roma e experimentar cada uma de tantas iguarias como os queijos, pastas e carnes em lugares mágicos onde a luz toca de leve cada mesa em cada sala.
fonte: fotografia de Sara Sampaio